Em um documentário
disponibilizado nas redes sociais, com o objetivo de chamar a atenção para o
problema, o professor e escritor Isaias Neres conta que Buriticupu hoje é
sitiada por pelo menos 20 grandes erosões que têm avançado, segundo ele, muito
rápido vindo a causar um rastro de destruição. São falhas geológicas
gigantescas. Isaias Neres conta que uma delas já chega a 500 metros de extensão,
80 de largura e 50 metros de profundidade.
O registro do professor revela que
pelo menos 50 residências já foram engolidas, e outras estão sob ameaça.
Professor Isaias Neres, fez documentário Outro problema ambiental grave,
ocasionado pelas erosões, é o assoreamento dos riachos que cortam a cidade. Uma
ameaça iminente para o abastecimento d´água potável da cidade. Por enquanto o
riacho mais comprometido, segundo Isaias Neres, é o Cajazeira. O professor
Isaias informa que acidentes já são frequentes e que já foi registrada pelo
menos uma morte. Erosão já "engoliu" 50 casas Além da destruição dos imóveis, o
que inclui casas e terrenos, Buriticupu corre o risco de ficar isolada. É que
algumas dessas erosões avançam na direção da BR-222, a famosa Açailândia/Santa
Luzia.
Alguns moradores, com medo, não dormem mais. Outros, como o senhor João
Batista, que mora na Vila Isaias, ameaçado de perder um patrimônio avaliado e
mais de um milhão de reais, só conseguem dormir à custa de medicamentos,
conforme relata no documentário produzido produzido pelo professor Isaias Neres.
Por telefone o advogado e corretor de seguros Francismar Bahia, que há anos
reside em Buriticupu, confirma as informações levantadas e disponibilizadas pelo
professor Izaias nas redes sociais. Ele conta que é difícil mensurar os
prejuízos causado até agora pelas erosões e que a situação preocupa toda a
cidade. O complicado, assinala Bahia, é que não possível até o momento enxergar
uma luz no fim do túnel.
Franscismar Bahia, advogado
“ Assistimos nossa cidade, o patrimônio e os sonhos
de muita gente, sendo engolidos e nada feito para conter esse fenômeno. Tenho um
amigo que tinha uma casa bem construída e que foi obrigado a abandoná-la Só
tirou as madeiras. Vive hoje de favor na casa da mãe dele. Nosso grito, é de
socorro”, disse ele. “Só a imprensa e as redes sociais para ecoar nosso grito de
socorro. Sozinha, sabemos que a prefeitura pode pouca coisa, mas se o Estado e o
Governo Federal nos ajudar, pode ser que surja pelo menos uma possibilidade para
se resolver essa situação” completou o técnico em eletricidade Adriano Freitas.
Ele mora em Imperatriz mas tem negócios em Buriticupu aonde vai pelo menos três
vezes por mês.
Não há um estudo conclusivo, mas esse drama vivido pela população
de Buriticupu estaria conectado com o desmatamento predatório ocorrido ali, num
passado não muito distante, quando a economia do lugar girava exclusivamente em
torno da exploração da madeira. Além disso ainda tem o mau uso do solo.
Açailândia e Bom Jesus das Selvas, na mesma área de influência, também acumulam,
há décadas, prejuízos com o fenômeno das voçorocas, contudo a situação mais
grave é encontrada em Buriticupu.
Fonte:
https://porelsonaraujo.blogspot.com/2022/03/conheca-cidade-do-maranhao-ameacada-de.html
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