O segundo dia do julgamento do goleiro Bruno Fernandes e de sua ex-mulher Dayanne Rodrigues deve ser marcado por depoimentos de mais três testemunhas — duas de acusação e uma de defesa de Dayanne. Ainda existe a possibilidade de que o jogador seja interrogado durante esta terça-feira no Fórum de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte.
O ex-jogador do Flamengo é acusado de sequestrar e mandar matar a ex-amante Eliza Samudio. Já Dayanne é processada pelo sequestro e cárcere privado do bebê que Bruno teve com a vítima.
O goleiro chegou ao local do júri por volta das 8h20min em comboio após deixar a Penitenciária Nelson Hungria. Junto com ele estava o detento Jaílson de Oliveira, uma das testemunhas da acusação que teria ouvido uma confissão de Marcos Aparecido da Silva, o Bola, ex-policial acusado de matar e esquartejar o corpo de Eliza.
A outra testemunha da acusação a ser ouvida nesta terça é João Batista Guimarães, caseiro do sítio de Bruno. A defesa irá ouvir Célia Aparecida Rosa Sales, irmã de Sérgio Rosa Sales (primo de Bruno), réu que foi assassinado em agosto de 2012.
A outra testemunha da acusação a ser ouvida nesta terça é João Batista Guimarães, caseiro do sítio de Bruno. A defesa irá ouvir Célia Aparecida Rosa Sales, irmã de Sérgio Rosa Sales (primo de Bruno), réu que foi assassinado em agosto de 2012.
O primeiro dia do julgamento foi marcado por pelo menos duas acaloradas discussões entre representantes da acusação, a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues e advogados de defesa dos réus. Desde o início dos trabalhos na manhã de segunda-feira, no Fórum de Contagem (MG), defensores protagonizaram bate-bocas que levaram a magistrada a interromper a sessão algumas vezes.
A primeira discussão ocorreu antes mesmo do sorteio dos jurados que compõem o conselho de sentença, quando o assistente de acusação, o advogado José Arteiro Cavalcante, acusou um dos representantes de Bruno, Lúcio Adolfo da Silva, de “desrespeito” e ambos levantaram a voz com dedos em riste.
Durante a tarde, Silva protagonizou outro atrito, desta vez com o promotor Henry Wagner Vasconcelos, que chegou a dizer que se sentiu “ameaçado” quando o advogado, no meio do depoimento de uma testemunha, afirmou que “o bicho vai pegar” no julgamento.
A defesa de Bruno tentou principalmente mostrar contradições nas declarações da delegada Ana Maria Santos — única depoente na segunda-feira — e falhas na apuração do caso, como o fato de o ex-policial civil José Lauriano de Assis Filho, o Zezé, ter sido investigado na época, mas ter sido deixado de lado na conclusão do inquérito.
Por determinação do MPE e da Corregedoria-geral da Polícia Civil, uma “investigação suplementar” está em curso para apurar a possibilidade de participação de Zezé e de outro ex-policial, Gilson Costa, no crime.

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