terça-feira, 5 de março de 2013

Segundo dia de julgamento tem início e goleiro Bruno pode ser ouvido


Segundo dia de julgamento tem início e goleiro Bruno pode ser ouvido PEDRO VILELA/AGÊNCIA I7/ESTADÃO CONTEÚDO
De cabeça baixa, o ex-goleiro Bruno, é orientado por seu advogado Lúcio Adolfo. À direita, a ex-mulher do goleiro Dayanne RodriguesFoto: PEDRO VILELA / AGÊNCIA I7/ESTADÃO CONTEÚDO
O segundo dia do julgamento do goleiro Bruno Fernandes e de sua ex-mulher Dayanne Rodrigues deve ser marcado por depoimentos de mais três testemunhas — duas de acusação e uma de defesa de Dayanne. Ainda existe a possibilidade de que o jogador seja interrogado durante esta terça-feira no Fórum de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte.
O ex-jogador do Flamengo é acusado de sequestrar e mandar matar a ex-amante Eliza Samudio. Já Dayanne é processada pelo sequestro e cárcere privado do bebê que Bruno teve com a vítima.
O goleiro chegou ao local do júri por volta das 8h20min em comboio após deixar a Penitenciária Nelson Hungria. Junto com ele estava o detento Jaílson de Oliveira, uma das testemunhas da acusação que teria ouvido uma confissão de Marcos Aparecido da Silva, o Bola, ex-policial acusado de matar e esquartejar o corpo de Eliza.

A outra testemunha da acusação a ser ouvida nesta terça é João Batista Guimarães, caseiro do sítio de Bruno. A defesa irá ouvir Célia Aparecida Rosa Sales, irmã de Sérgio Rosa Sales (primo de Bruno), réu que foi assassinado em agosto de 2012.
primeiro dia do julgamento foi marcado por pelo menos duas acaloradas discussões entre representantes da acusação, a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues e advogados de defesa dos réus. Desde o início dos trabalhos na manhã de segunda-feira, no Fórum de Contagem (MG), defensores protagonizaram bate-bocas que levaram a magistrada a interromper a sessão algumas vezes.
A primeira discussão ocorreu antes mesmo do sorteio dos jurados que compõem o conselho de sentença, quando o assistente de acusação, o advogado José Arteiro Cavalcante, acusou um dos representantes de Bruno, Lúcio Adolfo da Silva, de “desrespeito” e ambos levantaram a voz com dedos em riste.
Durante a tarde, Silva protagonizou outro atrito, desta vez com o promotor Henry Wagner Vasconcelos, que chegou a dizer que se sentiu “ameaçado” quando o advogado, no meio do depoimento de uma testemunha, afirmou que “o bicho vai pegar” no julgamento.
A defesa de Bruno tentou principalmente mostrar contradições nas declarações da delegada Ana Maria Santos — única depoente na segunda-feira — e falhas na apuração do caso, como o fato de o ex-policial civil José Lauriano de Assis Filho, o Zezé, ter sido investigado na época, mas ter sido deixado de lado na conclusão do inquérito.
Por determinação do MPE e da Corregedoria-geral da Polícia Civil, uma “investigação suplementar” está em curso para apurar a possibilidade de participação de Zezé e de outro ex-policial, Gilson Costa, no crime.

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