12 de dezembro de 2012
“A melhor arma contra um inimigo é outro inimigo”
Friedrich Nietzsche

Nesta semana o comunista Flávio Dino afirmou em um programa de televisão que as oposições devem estar “unidas em 2014”. Com PMDB, PT, DEM e PSD alinhados ao projeto sarneísta em 2014, o PSDB ainda é a única sigla, entre as grandes, que integra oficialmente o grupo de oposição ao governo Roseana. Poderia estar nessa “união em 2014. Isso tudo se nenhum tucano na Executiva Estadual tiver um pingo de vergonha na cara.
O PSDB maranhense sempre foi oposição ao grupo Sarney. E isso tudo apesar das idas e vindas de outros partidos. O próprio PCdoB de Flávio já teve cadeira em governos do Grupo Sarney. Mas os tucanos sempre ficaram lá, firmes e fortes. E não foram poucas as vezes em que o Grupo Sarney tentou atrair o PSDB para sua base. A vice-governadoria, hoje ocupada pelo PT, foi oferecida a tucanos por diversas vezes. Pois a história prova de que essa “união” das oposições, termo que vai ser muito recorrente nas próximas entrevistas de Dino, sempre esteve na pauta dos tucanos.
Apesar disso, apesar de tudo isso a sigla sempre foi elencada como inimiga número um do comunista. Apesar de carreira política recente, Flávio combateu muito mais o PSDB do que o próprio grupo Sarney. Em 2008 tentou derrotar João Castelo nas eleições de São Luís em uma campanha de tom desnecessário. Foi avisado por diversas vezes que algumas feridas abertas poderiam não ser fechadas. Ligou pra isso? Não, foi em frente. Mesmo derrotado, Dino manteve o tom e seu partido fez oposição severa ao prefeito João Castelo.
Dois anos depois plantou notícias falsas, ou melhor, saiu mentindo pelo interior, sobre a candidatura de Jackson Lago, cabeça de chapa da coligação do PSDB. Sem falar das críticas que fazia ao pedetista por ele ter se unido ao PSDB, um partido de “direita”. Seja lá o que isso signifique aqui no Maranhão.
Em 2012 Flávio Dino foi arquiteto do tal projeto oposicionista em São Luís que levou enganou alguns membros da oposição e resultou na derrota do tucano João Castelo. Tentou fazer o mesmo com o prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, mas foi humilhado. Esse é o histórico das relações de Flávio Dino com o PSDB em apenas quatro anos…
Sua entrevista na TV Guará é a deixa para um novo Dino, uma pessoa que provavelmente irá falar muito sobre a necessidade de se mudar o Maranhão e trabalhar pelo povo. Um homem que prezará pela democracia e falará da necessidade de os bons homens e mulheres deste estado unirem-se em prol do bem maior. Pena que tudo não passará de conversa fiada…
Desde que foi alçado ao cargo de deputado federal pelo ex-governador José Reinaldo Tavares, Flávio Dino elencou o PSDB maranhense como um inimigo a ser esmagado. Ao longo de sua breve carreira de pouco mais de seis anos, o comunista tentou enfraquecer os tucanos maranhenses em todas as oportunidades que se abriram. E em quase todas elas saiu frustrado.
O PSDB deve ter como meta secundária a derrota de Flávio Dino nas urnas por uma questão preventiva. O partido corre o risco de ser varrido do mapa com a eleição de Dino. A principal meta deve ser fortalecer o partido por meio de um projeto verdadeiro, não de blábláblá eleitoreiro. Deve dar apoio a seus aliados do PDT e PPS que recusam se aliar ao projeto de poder do comunista e sofrem ataques diários. Eliziane Gama, por exemplo, nem bem sentiu o gostinho da presidência do PPS e já deve se ocupar com as maracutais de Flávio Dino.
O fato é que hoje a melhor opção para os tucanos é integrar a terceira via anunciada pela deputada pepesista. O PSDB deve entrar de cabeça nesse projeto e lutar para fortificar a deputada. Caso contrário, caso Eliziane seja vitimada pelo comunista, terá que optar por uma oligarquia em declínio que parece não ter em sua agenda a destruição do PSDB. O que não pode em hipótese alguma é servir de degrau para uma tirania personalista que já deixou bem claro que a extinção de tucanos é meta no ambiente político do Maranhão.
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