segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Ministro da Cultura Gastão desabafa em seu microblog sobre campanha de 2008 a Prefeito de São Luis


Um basta a maldição maniqueísta!

Em 2008, o PMDB fez uma reunião da bancada de deputados federais e ofereceu, aos que desejavam se candidatar a prefeito das capitais, uma viagem de estudos com o objetivo de conhecerem experiências administrativas bem sucedidas em algumas cidades da América do Sul. Curioso com os avanços na área educacional, topei ir. Afirmo, não passava pela cabeça a idéia de ser candidato a Prefeito. Tinha consciência que as novas idéias não seriam ouvidas. O discurso da oposição -anti-Sarney- não daria espaços para o debate de propostas propositivas. A dicotomia Sarney e anti- Sarney tirava-me qualquer chance de apresentar-me como um candidato capaz de levar a cidade de São Luís a uma "Nova Direção", uma nova forma de administrar, com o novo assumindo a sua integralidade. O novo, para mim, não é a simples mudança de nomes e nem de grupo, e sim de atitudes.
A viagem levou-me, rapidamente, a entender que o maior desafio estava na área da saúde. O objetivo então é tornar a saúde um direito de todos, universal, com custos compatíveis com os recursos disponíveis. No retorno, fui incentivado por um grande especialista, Dr. Pinotti, amigo pessoal, colega deputado, a entrar na disputa, colocando a saúde, e não a educação( minha grande paixão) como eixo maior de uma campanha para prefeito. Relutei, sabia que o antisarneysismo não permitiria êxito. Ainda assim, eu me permiti acreditar que seria ouvido, que as propostas, simples e com custos razoáveis, comoveriam a população... Bom, o resultado todos nós conhecemos. Castelo venceu e comprovou que não tinha nenhum projeto para a cidade, em especial para área da saúde. Imperou o discurso vazio anti-Sarney. O fracasso da gestão passada era depositado de forma integral na família Sarney. Tudo que acontecia de errado era culpa da família. A população em 2012 mandou um recado: está cansada desse falso discurso, algo maniqueísta. Deseja avanços concretos.
Precisamos avançar, superar rivalidades pessoais e partidárias. O que digo não é sofismo, é o que acredito de coração. O Maranhão não pode ficar preso a esse discurso vazio. Precisamos debater propostas!

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