quarta-feira, 13 de junho de 2012


Caso Décio: capitão do Choque é preso

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13 de junho de 2012 às 09:59
POR OSWALDO VIVIANI
Uma grande operação da polícia prendeu, no início da manhã de hoje (13), ao menos sete de oito pessoas acusadas de envolvimento no assassinato do jornalista Décio Sá, ocorrido em 23 de abril passado.
Entre os presos, está o subcomandante do Batalhão de Choque da PM do Maranhão, capitão Fábio Aurélio Saraiva Silva. Seria dele, segundo a polícia, a pistola ponto 40 usada pelo matador do jornalista.
O pistoleiro, igualmente preso, tem 24 anos e é de Xinguara (sudeste do Pará). Ele disse à polícia se chamar Jonatas e teria confessado o crime.
Também estão detidos, acusados de serem os mandantes, o empresário Gláucio Alencar Pontes – fornecedor de merenda escolar para várias prefeituras do Maranhão e suspeito de ser agiota, também com atuação em várias prefeituras maranhenses; o pai de Gláucio, identificado como Miranda; o revendedor de veículos de apelido “Júnior Bolinha”, de Santa Inês; e dois empregados de “Bolinha”, de apelidos “Buchecha” e “Balão” (ambos paraenses).
De acordo com a polícia, o assassinato de Décio Sá teria relação com o assassinato, em Teresina (Piauí), do revendedor de veículos Fábio dos Santos Brasil Filho, de 33 anos, executado com três tiros de pistola PT 380 – todos na cabeça – em frente a uma concessionária, no dia 31 de março último.
Assassinato de Fábio Brasil em Teresina, segundo a polícia, teve a ver com execução de Décio Sá
O jornalista Décio Sá publicara postagens sobre o caso, informando que Fábio Brasil devia a vários agiotas no Maranhão e havia prestado depoimento à Polícia Federal uma semana antes de sua morte. Fábio teria entregue muita gente envolvida com negócios nebulosos (agiotagem) com prefeituras do Maranhão e do Piauí.
Valdênio José da Silva, 38, assassinado na noite de segunda (11) – menos de 20 dias após ser solto, por falta de provas que o ligassem à morte de Décio Sá, conforme foi acusado – estaria ligado ao homicídio de Teresina, e sua execução, de certa forma, ajudou a polícia a chegar aos supostos mandantes e ao acusado de executar o assassinato de Décio.
A operação “Detonando” ocorreu em três cidades do Maranhão (São Luís, Santa Inês e Zé Doca) e em municípios do Pará.
Participaram da operação 12 delegados e cerca de 70 policiais civis, incluindo os do Grupo Tático Aéreo (GTA).
Também foram cumpridos na operação “Detonando” catorze mandados de busca e apreensão.
Ainda hoje, às 15h, acontecerá uma entrevista coletiva na Secretaria de Segurança Pública, na qual serão fornecidas à imprensa informações completas sobre a operação e os presos serão apresentados.
(Matéria atualizada à 9h58; aguarde mais informações)

Um comentário:

  1. POLÍTICA
    Em Buriticupu, Diretor de Obras é suspeito de assassinato
    A Promotoria de Justiça da Comarca de Buriticupu ofereceu Denúncia, em 6 de junho, contra José Ferreira dos Santos, conhecido como Zé Peres, Manoel da Silva Oliveira, comumente chamado de “Manelão”, Francisco Teixeira de Oliveira Filho, Diego da Silva Lima, vulgo “Pitbull” e Roso Mario Marques Vieira. Todos estão envolvidos no assassinato de Raimundo Alves Borges, conhecido pelo apelido de “Cabeça”, presidente da Associação União Vila Casa Azul. A manifestação foi assinada pelo promotor de Justiça Gustavo de Oliveira Bueno.

    Além da condenação dos citados, o Ministério Público requer a prisão preventiva de Roso Mario Marques Vieira.

    Consta na Denúncia que, na tarde do dia 14 de abril de 2012, os acusados mataram Raimundo Alves Borges. O crime foi cometido na Vila Casa Azul, periferia do município de Buriticupu (a 404km de São Luís).

    José Ferreira dos Santos criara inimizade com Raimundo Borges de Oliveira, por este ter excluído a sua filha Maria Claudete Santos Teles da entidade dois meses antes. Há, ainda, ações judiciais envolvendo Maria Claudete e Raimundo Borges.

    Para a execução do crime, José Ferreira dos Santos contratou por R$ 5 mil Francisco Teixeira de Oliveira Filho. Por sua vez, Francisco foi auxiliado por Diego da Silva Lima e Manoel da Silva Oliveira. Eles executaram a vítima com vários tiros, depois de terem armaemboscada numa estrada vicinal.

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