Assim, a lei faz com que, a partir de agora, o sexo da pessoa diplomada passe a ser considerado na designação de profissão e o masculino não poderá mais servir de generalização.
Além disso, as mulheres que já tiverem diploma podem pedir, gratuitamente, a correção, como por exemplo, no caso das profissões de técnica, administradora e bibliotecária, que antes eram grafadas no masculino.
A representante da União Brasileira de Mulheres Márcia Nestardo, que faz parte do movimento feminista em São Paulo, comemorou a aprovação da lei.
— É uma luta das mulheres de bastante tempo. Em todas as instâncias, a gente já briga pelo respeito, pela paridade de gênero. Numa plateia, por exemplo, temos que falar “delegados e delegadas”, “alunos e alunas”.
Para Nestardo, o uso predominante do gênero masculino para designar profissões e cargos tem relação com a cultura machista do Brasil.
— É uma forma de desprezo; o masculino sendo a representação e a mulher, a figuração. Essa mudança na lei ajuda a manter o equilíbrio, a igualdade em todos os aspectos: trabalho igual, carreira igual, salário igual.
FONTE: r7.com
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